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Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

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Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Lucas Loureiro de Barros Lima em 02 de month_oct de 2009 às 15:46

Esta entrevista faz parte de uma pesquisa de Trabalho de Conclusão do Curso de Sistemas de Informação da Faculdade de Alagoas com o intuito de compreender as motivações dos construtores do conhecimento que utilizam as ferramentas da Web 2.0 para tal fim.

 

Primeiramente para traçar o perfil do entrevistado:

 

  1. Qual sua Profissão? (formação e atividade(s) principal(is))
  2. Aproximadamente, quantas horas você permanece online por semana?

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Alexandre Gomes Site em 02 de month_oct de 2009 às 18:34

Sou Analista de Sistemas, bacharel em ciência da computação pós-graduado em EaD, e professor de Computação. Atualmente fico no mínimo cerca de 40 horas semanais conectado entre trabalho e lazer (talvez até um pouco mais).

Previously Lucas Loureiro de Barros Lima wrote:

Esta entrevista faz parte de uma pesquisa de Trabalho de Conclusão do Curso de Sistemas de Informação da Faculdade de Alagoas com o intuito de compreender as motivações dos construtores do conhecimento que utilizam as ferramentas da Web 2.0 para tal fim.

 

Primeiramente para traçar o perfil do entrevistado:

 

  1. Qual sua Profissão? (formação e atividade(s) principal(is))
  2. Aproximadamente, quantas horas você permanece online por semana?

 

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Lucas Loureiro de Barros Lima em 02 de month_oct de 2009 às 22:05

1.       Com relação ao BLOG:

a.       O que te motivou a criá-lo? Conte sobre sua criação.

b.      Por que utiliza essas ferramentas e não outras?

c.       Em poucas palavras, como se dá o processo de criação e manutenção do blog?

d.      Se pudesse modificá-lo, como seria?

e.      Quanto de recurso é atribuído para manter isto? (tempo, dinheiro, outros)

f.        Quais benefícios você já tirou a partir dessas ferramentas? Algum exemplo?

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Alexandre Gomes Site em 02 de month_oct de 2009 às 23:18

Bem, na verdade eu comecei criando um portal de conteúdo selecionado focado no mundo acadêmico (chamava-se na época Gomes´ Home Page). Isso lá pelos idos de 1999.

Depois ele evoluiu para uma comunidade de conhecimento (também chamado de comunidade de prática) já influenciado pelas idéias advindas da pós em educação a distância. As bases conceituais da comunidade podem ser vistas no documento http://www.brasilacademico.com/apostilas/projeto%20cav.pdf

 
Ações do documento

Que serviu de base para artigo de doutorandos denominado

Análise de uma comunidade virtual: Comunidade Brasil Acadêmico

LOPES, A. M. A ; BARCELOS, G. T. ; BATISTA, S. C. F. ; MACEDO, S. H ; BEHAR, P. Análise de uma Comunidade Virtual: Comunidade Brasil Acadêmico. In: Encontro de Educação a Distância E@D, 2, 2008. Campos dos Goytacazs, RJ. Anais ... Campos dos Goytacazes, RJ: Essentia Editora, 2008.

que pode ser acessada AQUI (http://www.brasilacademico.com/apostilas/comunidadevirtual.pdf)

Mas, com os constantes ataques de hackers (acredito que por eu utilizar ferramentas da Microsoft) tive que migrar para o formato atual em Plone (sob protestos do grupo que fez a tese de doutorado, dizendo que o formato atual ficou pasteurizado). Além disso, a onda dos blogs tomou conta da Internet e passou a ter mais visibilidade. Aproveitando essa onda me adaptei aos novos sabores da web e migrei de vez para a web 2.0. Onde você pode ter seu próprio meio de comunicação, seu próprio canal de disseminação. Ferramenta excepcional para profissionais da educação. Na prática eu me livrei dos problemas de segurança, baixei meus custos (pois a hospedagem é gratuita) e diversifiquei a atuação da comunidade com essa outra abordagem (onde a linguagem é mais informal, o que torna a informação acadêmica mais digerível, principalmente para o público mais jovem).

A idéia é poder divulgar aquilo que a web traz de melhor, de mais interessante e, preferencialmente, acadêmico, científico, tecnológico. Que possa servir como uma base de experimento no ciberespaço e como assuntos de debate em aulas presenciais. Sem pornografia, práticas ilegais, com um certo humor inteligente e com análises onde posso imprimir uma certa pessoalidade. Que sirva até para melhorar a internet brasileira (em língua portuguesa). E apesar de ser um trabalho de formiguinha, já está tendo uma relevância crescente. Hoje em dia essa possibilidade não é uma exclusividade da grande mídia. Está mais capilarizado, democratizado, acessível.

 Se pudesse, teria uma equipe multidisciplinar para dar mais consistência ao conteúdo e melhorar a experiência do uso da interface (usabilidade). Em suma, melhorar a qualidade pois a audiência crescente começa a ser mais exigente quanto à frequência e ao conteúdo.

O trabalho é para ser feito nos momentos de folga, mas me comprometendo a colocar um post por dia. Tenho alguns poucos colaboradores que eventualmente enviam alguma contribuição. Quanto aos recursos, eles se resumem ao pagamento do domínio, hospedagem, algum material de consulta que às vezes adquiro, mas que acabam sendo computados como de uso pessoal e que eu nem incluo na contabilidade (não é uma profissão, é mais um hobby que me ajuda a aprender e auxilia nas atividades acadêmicas).

Além disso, é um meio de socialização, já conheci alguns blogueiros através de um grupo que se reúne de vez em quando para conversar e trocar experiências. O grupo se relaciona através de grupos, Twitter etc. O que só vem a somar com a atividade.

Além disso, essa atividade ajuda a fazer um marketing pessoal, especialmente se você escreve bem ou tem habilidades a serem expostas por essa mídia. Bem na linha do Você S/A. Anteontem mesmo recebi um elogio de um colega que trabalha na parte de comunicação corporativa da instituição onde atuo dizendo que o texto de um determinado post estava um "verdadeiro relato jornalístico". Tal feedback é uma das gratificações que impulsionam escritores, jornalistas e blogueiros.

Detalhe, não há lucro. A tentativa é de que empate com as despesas o que se consegue auferir através de publicidade online. Para se obter lucro acredito que deveria haver uma dedicação muito maior.

Previously Lucas Loureiro de Barros Lima wrote:

1.       Com relação ao BLOG:

a.       O que te motivou a criá-lo? Conte sobre sua criação.

b.      Por que utiliza essas ferramentas e não outras?

c.       Em poucas palavras, como se dá o processo de criação e manutenção do blog?

d.      Se pudesse modificá-lo, como seria?

e.      Quanto de recurso é atribuído para manter isto? (tempo, dinheiro, outros)

f.        Quais benefícios você já tirou a partir dessas ferramentas? Algum exemplo?

 

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Lucas Loureiro de Barros Lima em 03 de month_oct de 2009 às 20:46

Já teve problemas com segurança foi? Como foi isso?

 

Você falou que se pudesse, teria uma equipe multidisciplinar, mas atualmente, você trabalha sozinho nisso? Com alguém? Como é sua relação com parceiros ou colaboradores.

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Alexandre Gomes Site em 03 de month_oct de 2009 às 21:53

Inicialmente o portal foi hospedado na Locaweb e foi todo desenvolvido por mim de acordo com as configurações exigidas à época pela empresa, mas como não era grande não era dado a atenção necessária. Assim quando surgiu o primeiro problema de configuração a solução apontada por eles era que mudássemos todas as páginas (eram mais de cem para ser verificadas, e havíamos seguido à risca todas as instruções da Locaweb).

Resolvi mudar para uma hospedagem local onde eu conhecia o dono da empresa e quando havia algum problema nós conversávamos diretamente por, chat, telefone ou Skype (sempre preferi conversar pelo telefone, à moda antiga, pois algumas entonações na voz parecem transmitir informações que digitando pode incluir alguma ambiguidade ou mal-entendido no diálogo. Ele mostrava os logs quando havia algum ataque, indicava procedimentos etc. Foi uma época que fui muito bem assistido. Mas como os ataques continuavam frequentes e havia ofertas tentadoras de espaço e inúmeros objetos de servidor resolvi mudar novamente de serviço de hospedagem.

Usava um CMS gratuito antigo em linguagem ASP, denominado Max Web portal, certamente havia algumas vulnerabilidades que a comunidade de mantenedores, espalhados por vários países estavam enfrentando (e corrigindo) mas que acabou diminuindo a vontade dos envolvidos. Assim alguns tentaram criar uma nova versão "do zero", outros tentaram continuar a evoluir o que já estava pronto mas dando mais ênfase no layout do que na segurança, funcionalidade etc.

Nisso o movimento do software livre se fortaleceu como uma ideologia e muitos hackers (acredito que principalmente os scripts kids) começaram a atacar especialmente iniciativas não baseadas em software gratuito.

Ataques como pichações (alterações em imagens que me fizeram migrar de hospedagem) e SQL injection (apesar dos esforços em se criar mecanismos que minizavam as possibilides) culminaram em inclusões de palavras nos artigos do portal que eram usadas para bombardear os mecanismos de busca a ponto do Google reclamar destes ataques, que estariam criando um elevado tráfego para o portal (o que acabava sendo ruim pois as quedas por excesso de acesso eram frequentes e um usuário que procura por "Viagra" ou "Enlarge your penis" não deverá se interessar muito pelo conteúdo do BrAcad.

No Brasil Acadêmico eu mesmo desenvolvia as funcionalidades do portal, como o "ciberespaço" que era uma integração de uma animação em Flash com o BD do portal e ao acessá-la o usuário podia ver uma espécie de radar que mostrava onde se encontraval os visitantes e membros da comunidade naquele momento (com se fosse uma planta baixa, onde os cômodos representavam seções do portal).

Alguns jogos que guardavam recordes, ou experiências com aprendizagem em IA eram adaptações que eu criava e melhorava a experiência dos usuários.

A colaborações eram principalmente como moderadores nos fóruns e cadastramento de artigos e links. Amigos, colegas, alunos e até parentes faziam suas  contribuições em meio a esses contratempos. Mas a idéia de ser uma comunidade virtual não estava de fato sob o meu controle. A comunidade se baseava muito mais nas aulas presenciais onde professores de vários lugares do país às vezes solicitavam apoio para usar os recursos do portal e autorização para utilizar as apostilas nas aulas (o que só servia como feedback pois o uso sempre foi irrestrito, por isso acredito que esse tipo de uso é bem maior). O autor do freeware Visualg (um interpretador de algoritmos) ao saber que havia um link para seu software, cadastrou, ele mesmo, a segunda versão  de sua aplicação no portal como forma de divulgação (na segunda versão havia suporte para funções em Portugol).

Já chegávamos a mais de 3000 membros cadastrados. Mas para manter o site disponível  e aproveitando os 10 anos do portal no ar (em seu diversos formatos) registrei o domínio bracad.com.br (um nome mais curto com o sufixo .br, o que aumentava a identidade nacional do projeto) e migramos (ainda estamos no processo) para o Plone, embora ainda mantenha o domínio e a hospedagem anterior.

Soluções feitas usando Plone (e Zope) não têm a mesma facilidade para serem desenvolvidas, dependem mais de se possuir acesso direto à máquina onde o CMS está instalado, o que encareceria o processo, mas é considerado um dos mais seguros no mercado.

Não tendo expertise como desenvolvedor nesse ambiente, embora tenha feito algumas pequenas customizações de templates,  acabei delegando o desenvolvimento de algumas funcionalidades que julguei necessárias (para deixar o portal mais parecido com a versão em ASP) para um desenvolvedor experiente ligado à empresa onde o portal se encontra instalado. Migrei muito da informações e ainda mantenho algumas funcionalidades no site anterior, como os simulados de questões objetivas de várias disciplinas, desenvolvidos em Flash.

Mas creio que consegui, como gestor e não desenvolvedor, através dos meus requisitos chegar no limite do que pode ser feito sem manipular diretamente os arquivos do Plone/Zope nos servidores onde ele se encontra hospedado. E é por isso que recebi as tais reclamações de uma das doutorandas que escreveram um artigo sobre o portal dizendo que a comunidade estava "pasteurizada". Ou seja, perdemos criatividade e agilidade devido ao esquema mais seguro e engessado do novo ambiente. Além disso, começamos do zero em termos de cadastramento de novos usuário e novos fóruns.

Paralelamente, o blog está tendo uma resposta bem maior em termos de audiência, de sorte que de certa forma tenho centrado mais esforços explorando as possibilidades desta, digamos, plataforma. E uma solução apoia a outra. Às vezes colocamos algum arquivo ou link cadastrado no portal e divulgamos no blog, que também lança mão do twitter, feeds RSS e pode acabar até chegando na nossa modestíssima comunidade no Orkut (quase inativa).

Alguns colaboradores aparecem de quando em vez com alguma postagem (principalmente assuntos mais artísticos). Alguns conhecidos comentam os posts tanto para prestigiar como para  para fazer críticas mais construtivas.

Mas a administração e a maior parte do conteúdo está concentrada na minha pessoa.

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Lucas Loureiro de Barros Lima em 04 de month_oct de 2009 às 13:54

Em sua vida pessoal e profissional, que importância você dá ao conhecimento?

 

Em todo o processo de “construção do conhecimento” utilizando o Blog, qual o momento em que você fica mais satisfeito? Por quê?

3.      

Qual frase melhor sintetiza a sua relação com o conhecimento: “Saber é poder” ou “O conhecimento emancipa”? Por quê?

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Alexandre Gomes Site em 04 de month_oct de 2009 às 16:34

O conhecimento é uma forma de você se transportar para uma outra dimensão. É como você pode relacionar o seu mundo com o mundo de quem tem menos acesso a ele. Imagine o que é o mundo de um analfabeto comparado ao seu, o seu comparado ao daquele que conhece outras línguas, outras culturas, outras filosofias. Essa diferença pode se dar em relação a quem não tem acesso a um computador, à Internet.

O comentário de um leitor, em via de regra, é o momento que todo blogueiro mais anseia por ter a certeza de não estar isolado, de ver se está agradando, se o assunto é relevante etc.

É quase que um aplauso para o ator. Mas, superada essa fase, os posts que podem transformar a vida de alguém são os que mais me tocam. Como, por exemplo, a postagem que fiz sobre o Bacoflen, uma droga que um médico alcoolatra experimentou em si mesmo e relatou ter tido bons resultados.

Alguns comentários de pessoas que vivem o problema do alcoolismo em casa fazem com que percebamos o quanto essas matérias são delicadas e que devemos ter a máxima responsabilidade ao tratar de assuntos que podem ser a esperança para quem vivencia verdadeiras tragédias pessoais.

O saber emancipa e é poder. Se tiver que escolher, fico com a primeira parte da sentença, porém, o conhecimento é a via para suprir todas as nossas carências da parte superior da pirâmide de Maslow, e até as mais fisiológicas, o conhecimento pode dar uma força.

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Lucas Loureiro de Barros Lima em 05 de month_oct de 2009 às 22:06

Mas por que você fica com a primeira parte do saber emancipa?

No caso, fale um pouco o que você acha do saber como fonte de poder ou como fonte de emancipação, por que concordar com ambas e por que escolher a primeira.

 

Previously Admin wrote:

O conhecimento é uma forma de você se transportar para uma outra dimensão. É como você pode relacionar o seu mundo com o mundo de quem tem menos acesso a ele. Imagine o que é o mundo de um analfabeto comparado ao seu, o seu comparado ao daquele que conhece outras línguas, outras culturas, outras filosofias. Essa diferença pode se dar em relação a quem não tem acesso a um computador, à Internet.

O comentário de um leitor, em via de regra, é o momento que todo blogueiro mais anseia por ter a certeza de não estar isolado, de ver se está agradando, se o assunto é relevante etc.

É quase que um aplauso para o ator. Mas, superada essa fase, os posts que podem transformar a vida de alguém são os que mais me tocam. Como, por exemplo, a postagem que fiz sobre o Bacoflen, uma droga que um médico alcoolatra experimentou em si mesmo e relatou ter tido bons resultados.

Alguns comentários de pessoas que vivem o problema do alcoolismo em casa fazem com que percebamos o quanto essas matérias são delicadas e que devemos ter a máxima responsabilidade ao tratar de assuntos que podem ser a esperança para quem vivencia verdadeiras tragédias pessoais.

O saber emancipa e é poder. Se tiver que escolher, fico com a primeira parte da sentença, porém, o conhecimento é a via para suprir todas as nossas carências da parte superior da pirâmide de Maslow, e até as mais fisiológicas, o conhecimento pode dar uma força.

 

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Alexandre Gomes Site em 06 de month_oct de 2009 às 01:19

O saber é poderoso e emancipador, libertador. Às vezes para nos libertar de amarras, por vezes invisíveis, precisamos de energia, força, poder. São características do poder, uma é causa e efeito da outra.

Como achar a informação na internet? Ela parece ter tudo mas é preciso saber inglês para acessar grande parte, é preciso saber interpretar, selecionar, resumir. Ninguém te proíbe de usar a internet (pelo menos por aqui), mas se você não souber usá-la esta será subaproveitada. Essa exclusão é um exemplo de uma barreira invisível.

O desconhecer causa medo, paraliza. As pessoas tendem a ficar como estão. A querer manter uma certa inércia pois a mudança é pavorosa (sempre pode piorar, a situação atual, seja qual for, pelo menos é mais conhecida). Os reis sempre se cercaram de sábios para a manutenção do poder. Sempre buscaram a melhor educação, os melhores mestres. A própria Igreja fundou Universidades como forma de controlar o que se ensinava.

Ao governante não interessa tanto dar educação para a população pois essa, letrada, começa a pensar e fica mais difícil de manipular.

Por que se diz tanto que a saída para o Brasil é a Educação? É a melhor forma do povo escolher seu real representante e não um líder aristocrata que vê a sociedade sob o prisma da classe privilegiada. Assim, a sociedade se torna menos alheia das decisões políticas. Tente a deixar de fulanizar a responsabilidade pela resolução dos problemas.

De que vale o petróleo no pré-sal se não tivermos o know how para extraí-lo? Normatizar a melhor forma de explorá-lo? Felizmente, nesse caso, nós temos. Pois na era do conhecimento saber explorar a riqueza pode valer mais do que a própria riqueza. Deter tecnologia de ponta é não depender do estrangeiro, é se emancipar. Mas é também uma forma de poder sobre aqueles que são dependentes.

Nós seremos dependentes daqueles que dominam o campo da nanotecnologia. Iremos pagar caro pelo uso dos produtos que nos serão disponibilizados de modo controlado pelos detentores do conhecimento. Por que não produzimos Tamiflu? Por que não sabemos como fazê-lo. Por isso pagamos caro e não temos o quanto precisamos, ao contrário dos países desenvolvidos.

E isso mata. Não SABEMOS organizar a distribuição do pouco que dispomos, não sabemos sequer embalar, de modo decente, o produto no estado em que se encontra armazenado. Estamos dependentes, presos à vontade de terceiros.

Investir em educação significa aproveitar melhor nosso recurso humano para fortalecer nosso país. Mas isso dará mais poder para o povo e nossos dirigentes não estão preparados para isso.

O melhor uso do saber para mim é como um libertador. Mas sei que ele pode subjugar também, servir de arma de dominação de um sobre outrem.

Previously Lucas Loureiro de Barros Lima wrote:

Mas por que você fica com a primeira parte do saber emancipa?

No caso, fale um pouco o que você acha do saber como fonte de poder ou como fonte de emancipação, por que concordar com ambas e por que escolher a primeira.

 

Previously Admin wrote:

O conhecimento é uma forma de você se transportar para uma outra dimensão. É como você pode relacionar o seu mundo com o mundo de quem tem menos acesso a ele. Imagine o que é o mundo de um analfabeto comparado ao seu, o seu comparado ao daquele que conhece outras línguas, outras culturas, outras filosofias. Essa diferença pode se dar em relação a quem não tem acesso a um computador, à Internet.

O comentário de um leitor, em via de regra, é o momento que todo blogueiro mais anseia por ter a certeza de não estar isolado, de ver se está agradando, se o assunto é relevante etc.

É quase que um aplauso para o ator. Mas, superada essa fase, os posts que podem transformar a vida de alguém são os que mais me tocam. Como, por exemplo, a postagem que fiz sobre o Bacoflen, uma droga que um médico alcoolatra experimentou em si mesmo e relatou ter tido bons resultados.

Alguns comentários de pessoas que vivem o problema do alcoolismo em casa fazem com que percebamos o quanto essas matérias são delicadas e que devemos ter a máxima responsabilidade ao tratar de assuntos que podem ser a esperança para quem vivencia verdadeiras tragédias pessoais.

O saber emancipa e é poder. Se tiver que escolher, fico com a primeira parte da sentença, porém, o conhecimento é a via para suprir todas as nossas carências da parte superior da pirâmide de Maslow, e até as mais fisiológicas, o conhecimento pode dar uma força.

 

 

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Lucas Loureiro de Barros Lima em 06 de month_oct de 2009 às 20:54

   Você não acha estranho que empresas como o eBay e Google ganham milhões graças aos usuários que injetam informação em seus banco de dados e mesmo assim não recebem nada por isso? Ou até mesmo no desenvolvimento de seus softwares beta.

 

    Se por acaso uma empresa quisesse te pagar para você fazer o que atualmente faz, qual seria sua reação?

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Alexandre Gomes Site em 06 de month_oct de 2009 às 22:18

Bem, é estranho no sentido de extraordinário. De ser um conceito novo, uma tendência controversa como a idéia a cauda longa. Que nada mais é que o princípio de Pareto aplicado aos nichos de mercado.

O Google atraiu sua massa crítica de usuários ao se tornar um buscador eficiente e gratuito. Depois, como poderia se esperar, ele teria que ganhar dinheiro de alguma forma.

Talvez uma análise mais especializada seja alvo de um melhor aproveitamento financeiro. Mas comentários leigos, notas na forma de estrelinhas, já fazem parte da regra do jogo da web 2.0. O ruim é que o oligopólio dos serviços por parte de poucas empresas fará com que tenhamos alguma estagnação na inovação.

A informação é um tipo especial de mercadoria onde você recebe de alguém sem que esse alguém a perca. Não há como você criar uma interface e não receber os estímulos de quem a opera (até para que as funcionalidades sejam executadas). Ao guardar essas informações você passa a ter como analisar comportamentos históricos, predizer coisas, tomar decisões mais acertadas. É o poder da informação. E isso é um produto. Mas se a pessoa que provê essa informação é voluntária não há ainda uma tradição de se intervir nesse processo para obrigar a empresa que recebe o produto compensar o doador pela sua doação.

No serviço Blogger o Google age como um parceiro, não tomando para si o que colocamos lá, e hoje ele é líder na indexação do conteúdo, o qe pode até representar uma vantagem estar operando usando sua imensa infra-estrutura.

O governo brasileiro lançou o serviço de blogs misturado com comunidade Cultura Digital, mas ainda está sendo analisado quanto a suas funcionalidades e vantagens. Talvez um pretenso pro-blogger não se interessaria por essa plataforma.

Mas se for para confiar seu conteúdo o governo, em tese, deveria ser mais confiável do que uma empresa privada.

A questão da privacidade é outra história. O fato do GMail poder retirar palavras-chave de um e-mail para inserir uma publicidade contextualizada poderia ser considerada violação da correspondência.

Não vejo muito problema nesses beta testes no qual somos submetidos. A questão é que se somos tão dependentes de alguma espécie de oferta online a ponto de não podermos nos considerar "incluídos" na sociedade digital sem certos serviços, pode ser que os governos tenham que intervir garantindo o e-mail, o direito a um blog, à busca indexada, à tradução, etc.

Quanto ao pagamento pelo que já é feito gratuitamente. Naturalmente que colocado assim parece ter uma resposta óbvia. Mas é necessário ver os termos para tal pagamento.

Normalmente isso poderia implicar em influenciar o ritmo de trabalho, linha editorial, metas que talvez degradasse a espontaniedade e a criatividade (tudo depende de como é feito o acordo).  Além de avançar por questões éticas. No caso de um blogueiro, pagamento para comentar positivamente sobre um produto ou uma figura pública, por exemplo. Algo que é extremamente empregado pela mídia tradicional e que pode comprometer a credibilidade de um veículo.

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Lucas Loureiro de Barros Lima em 06 de month_oct de 2009 às 23:47

Bom, a entrevista fica por aqui.

Muito obrigado e sucesso na jornada cibernética

=D

Re: Entrevista sobre Motivação e Web 2.0

Postado por Alexandre Gomes Site em 07 de month_oct de 2009 às 06:32

Espero ter contribuído para o êxito do seu trabalho. Boa sorte.

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